segunda-feira, agosto 08, 2005

A vida não foi feita para ser teorizada, mas para ser vivida. Isso de ficar refletindo e criando explicações para as coisas da vida é invenção do homem, aquele animal que faz sexo fora do cio e mata por esporte...

Espectativas

Não podemos querer que as pessoas sejam como queremos que elas sejam. Nem esperar que elas façam o que (e como) esperamos que elas façam. Quanto menos esperarmos, melhor. Assim, diminuem as decepções e aumentam as surpresas. Que sem graça são as surpresas esperadas! Parece até que não passam de obrigação. Mas pior ainda são as espectativas não confirmadas. Podem se tornar, na cabecinha perturbada daquele que espera muito, como obrigações não cumpridas. Sinais de falta de consideração ou até coisa pior. Como se existisse algum compromisso que foi quebrado. O problema é que o outro não assumiu esse compromisso, nem mesmo sabia de sua existência. O coitado carrega uma culpa que não teve. Mas mais coitado ainda é o que espera e sofre sem motivo. Nunca vai estar satisfeito com ninguém. Sempre reclamando da vida e do mundo, de como as pessoas não o valorizam, de como os amigos nunca estão por perto nas horas necessárias. Mas a necessidade é tão grande que nunca será preenchida por ninguém. A não ser por ele mesmo, quando tomar consciência de que seu grau de exigência é impossível de ser atingido por um ser humano, incapaz de ler pensamentos e de estar em vários lugares ao mesmo tempo.

"Saber amar é saber deixar alguém te amar..."

terça-feira, julho 26, 2005

Rabiscos

De vez em quando resolvo fazer aqueles testes de internet, mesmo sem acreditar. Mas teve um que deu certinho! Falava sobre os rabiscos que fazemos quando estamos distraídos e a relação deles com traços de personalidade.

Nessa página aqui, ó:

Quer saber qual a espécie dos meus rabiscos? É só me entregar uma folha de papel!

sábado, julho 16, 2005

Sonhos

De ontem pra hoje sonhei que estava roncando acordada. É isso mesmo, roncando acordada!!! E de vez em quando sonho que estou sonhando. No sonho, acordo e vejo que aquilo que passou foi só um sonho. Converso sobre isso com pessoas que estão somente dentro de minha mente (no sonho). Também às vezes acordo e não sei se uma coisa foi sonho ou aconteceu de verdade.
Meus sonhos estão ficando tão loucos que quase conseguem acompanhar a loucura que está sendo a realidade.
Deu pra acompanhar?

Ah, gostaria de agradecer a você que está lendo isso agora! Especialmente aos vocês que além de lerem ainda comentam! É isso que aumenta um bocado minha vontade de escrever!

quinta-feira, julho 14, 2005

não me deixe só

Gosto dessa música. Acho muito feminina, mistura de fragilidade e força. Ficaria estranhíssima na voz de um homem...

Vanessa Da Mata - Não me deixe só
by Vanessa da Mata

Não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz
Não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz

Não me deixe só
Tenho desejos maiores
Eu quero beijos intermináveis
Até que os olhos mudem de cor

Não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz

Não me deixe só
Que o meu destino é raro
Eu não preciso que seja caro
Quero gosto sincero do amor
Fique mais, que eu gostei de ter você
Não vou mais querer ninguém
Agora que sei quem me faz bem

Não me deixe só
Que eu saio na capoeira
Sou perigosa, sou macumbeira
Sou de paz, eu sou do bem mas

Não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz
Não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz
Ah ah.ah ah ah ah ah aah
Ah ah.ah ah ah ah ah aah
Ah ah.ah ah ah ah ah aah
Fique mais, que eu gostei de ter você
Não vou mais querer ninguém
Agora que sei quem me faz bem

Não me deixe só que eu saio na capoeira
Sou perigosa, sou macumbeira
Sou de paz, eu sou do bem mas

Não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz
."

terça-feira, julho 05, 2005

Faxina

Às vezes a gente precisa jogar coisas fora pra poder encontrar com mais facilidade aquilo que a gente realmente precisa. É assim com roupas, papéis, outras porcarias que vamos acumulando nas gavetas... É assim também com nossa mente. Mas nesse caso não se trata de jogar fora informações inúteis. Não sei se isso seria possível, nem se seria interessante. Falo de abandonar certas idéias fixas que nos impedem de pensar, de ver o diferente. Às vezes temos tantas possibilidades, e boas possibilidades, mas nem conseguimos enxergar por causa de uma decisão tomada há algum tempo. E essa decisão vai se tornando cada vez menos viável, cada vez se torna mais complicado atingir aquele objetivo. Temos que ter flexibilidade, aceitar mudanças de planos, de rumos, se for o caso. Saber desistir, saber recomeçar. E saber aproveitar o novo mundo que se abrirá depois de tirado aquele peso de cima de nossas costas.

Não, não vou abandonar o Direito :)

sábado, junho 11, 2005

Às vezes é difícil acreditar naquilo que o ser humano é capaz de fazer. Para o bem ou para o mal. Principalmente para o mal...

sexta-feira, junho 03, 2005

Falando sozinha

Hoje fui flagrada falando sozinha. Falando mal de alguém da televisão. Na verdade, já estou acostumada a falar sozinha, escrever sozinha, para a parede, para o teclado, para ninguém ler. Meu medo é começar a falar coisas que não falaria e de repente aparecer alguém lendo. Então prefiro imaginar que tenho público. Meus amiguinhos imaginários que entram sem deixar marcas no contador. Eles se garantem! Só falta aprenderem a comentar!

terça-feira, maio 31, 2005

"Mas não tem revolta não, só quero que você se encontre..."

segunda-feira, maio 16, 2005

Trabalhos...

De uma hora pra outra deu vontade de escrever. Qualquer bobagem. Qualquer coisa que não seja por obrigação, que não seja a maldita conclusão do trabalho que tenho que entregar amanhã. De manhã. Mais especificamente nove e pouco da manhã. Mas devo levar em conta que tenho que sair de casa umas sete pra assistir à primeira aula. E até comecei, mas não consigo concluir a conclusão.
Tem gente que faz trabalhos e ajeita fonte, espaçamentos, capa, essas coisas que deixam o trabalho bonitinho, só no final. Faço tudo isso no começo como pretexto pra não começar o trabalho em si. Quando chega esse momento de falta de inspiração não sobra mais nada pra fazer, só o que deve mesmo ser feito.
Então acho que é o jeito, né? Se não der certo apareço de novo por aqui.

domingo, maio 15, 2005

Estou desaprendendo a finalizar textos

Spam

Esse pessoal que espalha vírus e coisas por e-mail está cada vez mais criativo. No começo eram bobagens em inglês como good luck ou hi. Depois traduziram para o português. Agora estão apelando para o sentimento das pessoas. De qualquer espécie de pessoa. Para os solteiros carentes: alguém que quer muito estar pertinho de você. Para os comprometidos inseguros: veja as fotos, claricenobre (o nome da pessoa), você está sendo traída. Para curiosos de todos os gêneros: tenho uma novidade para você. E para homens insatisfeitos com sua potência, o eterno: aumente seu pênis de cinco a dez centímetros. E aí? Cairia em algum desses?

sábado, maio 14, 2005

traduções do orkut

E essas traduções do orkut são uma comédia. Olha isso:

Sorte de hoje:Você tem um equipamento incomum para o sucesso, use-o corretamente.

Nem precisa dizer mais nada!
Se bem que o "publicar postagem" do blogger não fica muito atrás.

Rosa de Hiroshima

Pensem nas crianças mudas telepáticas.
Pensem nas meninas cegas inexatas.
Pensem nas mulheres rotas alteradas.
Pensem nas feridas como rosas cálidas.
Mas oh não se esqueçam da rosa, da rosa.
Da rosa de Hiroshima, a rosa hereditária.
A rosa radioativa, estúpida e inválida.
A rosa com cirrose, a anti-rosa atômica.
Sem cor, sem perfume, sem rosa, sem nada.

E o pessoal agora pegou a mania do Coxinha, personagem morto de falso que inventa os elogios mais criativos para as pesoas quando elas estão por perto e depois, quando elas viram as costas, começa a falar mal. Na verdade, a mania recente é só a de elogios como autarquia, ventilador ligado no três em Sobral e outras coisas do tipo. A de falar mal pelas costas é antiiiiiiiga... Mas isso não vem ao caso. Só digo que um dia desses fui chamada de rosa de Hiroshima. O louco é que isso era pra ser um elogio daqueles que vem junto com um pedido de favor. Virou piada. Ofensa não, porque ofensa se baseia muito mais nas intenções do que na coisa realmente dita. Pra consolar, alguém disse que rosa de Hiroshima era melhor que cravo de defunto. Disse que cravo de defunto representa a morte de só uma pessoa.
Esse povo tá ficando cada vez mais sem noção. Brincando com morte, desastre, desgraças e coisas do tipo. Hoje ouvi a música e me comovi. Mas sei lá, de repente o excesso de seriedade e de noção pode fazer até mal!!!

segunda-feira, maio 02, 2005

fotos

Fotos podem ser assustadoras. Estarrecedoras. Reveladoras (mesmo quando não reveladas). Podem lembrar o que se quer esquecer. Podem acender o que se quer apagar. Ou acender o que se quer acender mesmo. Eternizam um momento. E divulgam esse momento, mesmo que não faça sentido nenhum para quem não viveu. Fotos podem trazer felicidade, perplexidade, vergonha, aumentar a saudade das pessoas, do passado, daquilo que foi ou que poderia ter sido, mas que nunca será. Tem coisas que não voltam nunca mais. Algumas fotos jogam isso na sua cara com uma força tão grande que assusta. Tem coisas que ainda estão acontecendo, ou não acontecendo, que fotos podem deixar mais claras. Ou até mais confusas. Como este texto aqui.